
“Parece um sonho que ela tenha morrido!”, diziam todos… Sua viva imagem tinha carne!… E ouvia-se, na aragem passar o frêmito do seu vestido… E era como se ela houvesse partido e logo fosse regressar da viagem… – até que em nosso coração dorido a Dor cravava o seu punhal selvagem
Mas tua imagem, nosso amor, é agora menos dos olhos, mais do coração. Nossa saudade te sorri: não chora… Mais perto estás de Deus, como um anjo querido. E ao relembrar-te a gente diz, então: “Parece um sonho que ela tenha vivido!”
(Mario Quintana), tão delicado e sabiamente.
